Quem somos

A TALENTVEST foi criada pelo Prof. Herman Jankovitz, ex-Diretor da Fundação Cesgranrio por 20 anos, Coordenador de Concursos da Fundação Getulio Vargas durante cerca de 10 anos e Diretor da ACCESS-Seleção por 20 anos.

A TALENTVEST congrega toda a experiência e a credibilidade adquiridas nas atuações anteriores em mais de 500 Concursos Públicos e Vestibulares e nossa equipe  atua há mais de 30 anos no mercado de seleção de massa.

O currículo de nossos profissionais está alicerçado pelo sucesso obtido na seleção de um contingente que soma mais de 1.000.000 (um milhão) de candidatos em todo o país.

G1 Educação

24 de Março de 2019
Professor queniano é escolhido melhor do mundo, fica com 'Nobel da Educação' e leva prêmio de US$ 1 milhão

Global Teacher Prize tinha a brasileira Débora Garofalo, que dá aulas em São Paulo, dentre os finalistas. Queniano Peter Tabichi foi escolhido o melhor professor do ano pelo Global Teacher Prize. Fabricio Vitorino O queniano Peter Tabichi foi escolhido o “melhor professor do ano”, e leva para casa US$ 1 milhão. Seu trabalho, ensinando ciências em uma região remota do Quênia para alunos de diversas etnias e religiões, em situações extremamente precárias, foi reconhecido durante o Global Education and Skills Forum, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes. Professora brasileira transforma lixo em robôs durante aula em Dubai Tabichi superou outros nove candidatos, dentre eles a professora brasileira Débora Garofalo, que ensina robótica na Escola Ary Parreiras, na periferia de São Paulo. Outro brasileiro, o pernambucano Jayse Ferreira, também figurou na lista dos 50 melhores professores do mundo. Muito emocionado, o queniano subiu ao palco do evento para agradecer seus alunos e dizer que acredita no poder da ciência para mudar a África. “Todos os dias, em nosso continente, nós viramos uma nova página. E hoje escrevemos uma nova. Esse prêmio não é um reconhecimento a mim, mas sim aos jovens desse grande continente que é a África. O Global Teacher Prize diz a eles que eles podem fazer qualquer coisa. O dia é uma criança e há uma nova página a ser escrita. É a hora da África”, disse. O professor recebeu, ainda no palco, os parabéns do presidente queniano, Uhuru Kenyatta, que também apostou no futuro do continente. “Você nos dá fé de que os melhores dias da África estão adiante. Sua história, Peter, é a história de nosso continente. Tudo o que precisamos é estarmos unidos para darmos aos alunos uma chance”. Peter Tabichi tem 36 anos e doa 80% de seu salário para ajudar as famílias mais pobres. Um terço de seus alunos é órfã e 95% deles tem origem muito pobre, segundo dados da Varkey Foundation. Em sua rotina, Tabichi lida com problemas também muito comuns aos professores de áreas críticas no Brasil, como tráfico de drogas, gravidez prematura, abandono escolar e suicídios – além de jovens que caminham até 7km para assistirem às aulas. Sua turmas chegam a ter 58 alunos – e sua escola tem apenas um computador com uma conexão de internet de baixíssima qualidade. Apesar das dificuldades, seus alunos criaram um dispositivo que ajuda pessoas cegas e surdas a medirem objetos e se classificaram para a feira internacional de ciências e engenharia, promovida pela Intel. Com outra experiência, sua turma de ciências levou o prêmio de química da Royal Society of Chemistry, por usar uma planta para gerar eletricidade. Considerado o Nobel da Educação, o Global Teacher Prize é realizado há cinco anos pela Varkey Foundation – uma organização sem fins lucrativos criada para promover a educação. Foram mais de 30 mil professores inscritos, dos quais 50 foram pré-selecionados para a semifinal e apenas 10 vieram a Dubai para a grande final. O evento atraiu mais de 1.700 pessoas de 144 países. Na edição de 2015, o prêmio ficou com Nancie Atwel, dos Estados Unidos. Em 2016, foi a vez de Hanan Al Hroub, da Palestina, ficar com o título. Em 2017, quando o Brasil teve seu primeiro representante no top 10, o capixaba Wemerson da Silva, Maggie MacDonnel foi eleita a melhor professora do mundo. Em 2018, foi a vez da britânica Andria Zafirakou levar US$ 1 milhão – superando outros nove candidatos, dentre eles o professor paulista Diego Mahfouz. * O repórter viajou para Dubai a convite da Varkey Foundation.
24 de Março de 2019
Vencedor do Global Teacher Prize será anunciado neste domingo; conheça os professores finalistas

Prêmio é considerado o 'nobel da educação'. A brasileira Debora Garofalo está entre os concorrentes. A Varkey Foundation anuncia neste domingo (24), por volta das 12h (horário de Brasília), o vencedor do prêmio 'Global Teacher Prize', considerado o 'Nobel da educação'. O prêmio é de US$ 1 milhão. O anúncio será feito nos Emirados Árabes durante o Global Education and Skills Forum (GESF), o Fórum Mundial de Educação e Competências (em tradução livre). Entre os finalistas está a brasileira Debora Garofalo, que ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo, cercada por quatro favelas famosas pela violência. Ela é a primeira mulher sul-americana entre os 10 melhores professores do mundo. Débora Garofalo, brasileira que está entre os finalistas, ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo. The Varkey Foundation/Divulgação Em 2018, outro brasileiro ficou entre os 10 finalistas. Diego Mahfouz Faria Lima, diretor de escola de Rio Preto (SP), concorria com quatro propostas que ajudaram a mudar a realidade na escola em que atua. Mas quem venceu foi a professora britânica Andrea Zafirakou com a proposta de incentivar o ensino de artes para desenvolver a criatividade dos alunos e dar maior autonomia. Em 2017, outro brasileiro também esteve entre os finalistas. O capixaba Wemerson da Silva Nogueira concorreu, mas quem levou o prêmio foi a canadense Maggie McDonnell. Confira abaixo os 10 finalistas: Andrew Moffat, Reino Unido Andrew Moffat The Varkey Foundation/Divulgação Moffat atua na Parkfield Community School, em Birmingham, no Reino Unido. A região abriga muitos imigrantes e o inglês é uma segunda língua para eles. Com o programa 'Sem estrangeiros', Moffat ensina inclusão e diversidade. Ele também dirige um programa de contra-turno chamado 'Embaixadores de Parkfield', que cria oportunidades para as crianças conhecerem outras raças, religiões e cultura. Daisy Mertens, Países Baixos Daisy Meters The Varkey Foundation/Divulgação Daisy trabalha em uma escola comunitária em uma área carente que tem 440 alunos de até 30 nacionalidades diferentes. O desafio é coordenar alunos com diferentes níveis de aprendizagem. Para isso, Daisy procura estimular a participação das crianças no planejamento da própria aprendizagem. De acordo com o site da premiação, o sonho de Daisy é que a participação infantil se torne a nova norma em todas as escolas do mundo. Debora Garofalo, Brasil Debora Garofalo The Varkey Foundation/Divulgação Débora é professora de tecnologias da Escola Municipal do Ensino Fundamental (Emef) Ary Parreiras, em São Paulo, que fica cercada por quatro comunidades de baixa renda. Para poder pagar sua formação como professora, Debora trabalhou na área de recursos humanos do setor bancário, o que lhe deu a percepção das habilidades que os alunos precisam para ter sucesso no ambiente de trabalho moderno. Ela ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo, cercada por quatro favelas famosas pela violência. Apesar de ser formada em letras, Garofalo criou o projeto "Robótica com sucata promovendo a sustentabilidade", que já removeu mais de 1 tonelada de lixo das ruas. Tecnologia deve ser propulsora da aprendizagem, diz brasileira entre os 10 melhores professores do mundo Hidekazu Shoto, Japão Hidezaku Shoto The Varkey Foundation/Divulgação Shoto desenvolveu um método de ensino de inglês que traz fluência aos estudantes em que eles precisem viajar ou estudar fora do país de origem. Shoto usa o Skype e o Minecraft para incentivar a comunicação com estudantes de outros países. Por meio dessa atividade, os alunos aprendem novas habilidades, como comunicação, trabalho em equipe, imaginação e raciocínio lógico. Outra maneira que o Hidekazu inovou é conectando diferentes disciplinas acadêmicas usando essas tecnologias. A combinação de assuntos como inglês e programação através do Minecraft também tornou mais manejável para outros professores cobrir esses assuntos. Martin Salvetti, Argentina Martin Salvetti The Varkey Foundation/Divulgação A experiência de vida de Salvetti mostrou a ele que os estudantes se envolvem mais nos estudos se estiverem participando de atividades extra-curriculares. Ele montou uma estação de rádio em uma escola da Argentina e fez sucesso. Hoje, a rádio faz transmissões diárias ao longo de 24 horas todos os 7 dias da semana. A iniciativa atrai escolas de toda a região para visitar e aprender com os alunos de Salvetti. Os tópicos abordados são escolhidos pelos alunos e incluem segurança no trânsito, educação sexual e bullying e até já entrevistou as Mães da Plaza de Mayo. Melissa Salguero, Estados Unidos Melissa Salguero The Varkey Foundation/Divulgação Melissa levantou recursos para comprar instrumentos musicais para a Escola Pública 48, que fica no Bronx, a comunidade de maior risco para crianças na cidade de Nova York. Com isso, ela conseguiu montar a primeira banda pública do colégio, que não tinha aulas de música há mais de 30 anos. O resultado foi que os problemas comportamentais e disciplinares diminuíram entre os estudantes que participam das oficinas, e a frequência nas aulas aumentou. Peter Tabichi, Quênia Peter Tachibi The Varkey Foundation/Divulgação Tabichi dá aulas em uma escola de ensino médio que fica em uma área remota e semi-árida do Vale do Rift, no Quênia. Estudantes de diversas culturas e religiões enfrentam dificuldades como fome, drogas, gravidez na adolescência, entre outras, para permanecer nos estudos. Apesar dos desafios, Tabichi transformou a escola. Ele fundou um grupo de formação de talentos e expandiu o Clube de Ciências. O resultado é que 60% deles são qualificados para competições nacionais. Os alunos da escola já ganharam vários prêmios, entre eles o da Royal Society of Chemistry após aproveitar as plantas locais para gerar eletricidade. Swaroop Rawal, Índia Swaroop Rawal The Varkey Foundation/Divulgação Swaroop tem dois objetivos na vida de professora: ajudar a tornar as crianças mais resistentes, ao ensinar habilidades para a vida, e trazer novos métodos de ensino que ajudassem os alunos e professores a refletir, imaginar e construir seu senso de valor pessoal e de agência. Para alcançar mais crianças, ela desenvolveu uma prática e ensino abrangente que pode ser aplicada desde a crianças de rua até a alunos de escolas de elite. Para isso, ela usa o drama na educação – um método ativo, centrado no aluno, que inclui discussão em grupo, brainstorming, debate, jogos, música e desenho. Na vanguarda desta discussão está a compreensão do mundo e das próprias capacidades. Vladimer Apkhazava, Geórgia Vladimer Apkhazava The Varkey Foundation/Divulgação Apkhazava dá aulas em uma região pobre do país, com crianças que vão para a aula com fome e alta evasão escolar de estudantes que se mudam para a Turquia com suas famílias em busca de empregos. Ele se engajou em um movimento contra a mão de obra infantil, um problema comum na região. Outra iniciativa foi o programa "Revolução Democrática", que torna o funcionamento da escola semelhante ao de um governo de verdade. Com isso, a comunicação entre alunos e professores melhorou e os alunos assumiram um papel mais ativo. A influência do programa cresceu e se expandiu para outras 14 escolas. Yasodai Selvakumaran, Austrália Yasodai Selvakumaran The Varkey Foundation/Divulgação Selvakumaran nasceu no Sri Lanka e é reconhecida como uma grande líder na Austrália. Sua experiência de vida lhe ensinou que os tâmiles no Sri Lanka eram um povo discriminado e que não tinha seus direitos atendidos, mas isso não aparecia nos noticiários. Ela passou a questionar por que as vozes dos tâmiles não eram ouvidas. Seu interesse pela história a levou a estudar o reconhecimento de suposições e preconceitos. Atualmente ela leciona em uma escola com muitos aborígenes e ajuda a lutar contra estereótipos. Critérios de escolha Professores de todo o mundo podem se inscrever na premiação, desde que atuem ao menos 10 horas por semana em sala de aula e cumpram um currículo escolar reconhecido pelo governo com alunos de quatro a 18 anos. O vencedor será escolhido pelos integrantes da Academia Global Teacher Prize, formada por professores-chefes, especialistas em educação, comentaristas, jornalistas, funcionários públicos, empresários de tecnologia, diretores de empresas e cientistas de todo o mundo. Confira abaixo os critérios que são levados em conta na premiação: Empregar práticas instrucionais eficazes que sejam replicáveis ​​e escalonáveis ​​para influenciar a qualidade da educação globalmente. Empregar práticas instrucionais inovadoras que abordem os desafios específicos da escola, comunidade ou país e que tenham mostrado evidências suficientes para sugerir que podem ser eficazes para enfrentar esses desafios de uma nova maneira. Alcançar resultados demonstráveis ​​de aprendizado dos alunos na sala de aula. Impacto na comunidade além da sala de aula, que fornece modelos únicos e diferenciados de excelência para a profissão docente e outros. Ajudar as crianças a se tornarem cidadãos globais através do fornecimento de uma educação baseada em valores que as equipa para um mundo onde elas potencialmente viverão, trabalharão e socializarão com pessoas de diferentes nacionalidades, culturas e religiões. Melhorar a profissão docente ajudando a elevar o nível do ensino, compartilhando as melhores práticas e ajudando os colegas a superar os desafios que enfrentam em suas escolas. O reconhecimento do professor por parte dos governos, organizações nacionais de ensino, professores-chefes, colegas, membros da comunidade em geral ou alunos.
23 de Março de 2019
Professora brasileira que disputa prêmio de melhor do mundo transforma lixo em robôs durante aula em Dubai

Durante Fórum Global de Educação, Débora Garofalo mostra, na prática, como conquistou os alunos e ensinou robótica na periferia de SP. Débora Garofalo, professora indicada ao prêmio de melhor do mundo, dá aula em Dubai Fabrício Vitorino “Eu espero que vocês tenham vindo preparados para botar a mão na massa”. Assim Debora Garofalo, professora de São Paulo e uma das 10 finalistas do do Global Teacher Prize, começou sua aula experimental durante o Global Skills and Education Forum, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes. Além do título de “melhor professor do mundo”, o “Nobel” da educação, promovido pela Varkey Foundation, dá ao vencedor o prêmio de US$ 1 milhão. Durante 30 minutos, professores, pesquisadores, políticos e investidores de todo o mundo puderam se sentir como as crianças da Escola Municipal Almirante Ary Parreiras, na periferia de São Paulo. “Vai ser uma aula divertida. No final, nós vamos testar o nosso protótipo e ele vai ter que funcionar!”, disse Débora, para uma plateia ainda desconfiada, mas que já se mostrava interessada. Aos 39 anos – 14 deles dedicado às salas de aula – Debora mostrou segurança mesmo dando sua aula em português. Com firmeza, mas sorrindo, a professora traçou um panorama geral sobre o Brasil e mostrou uma de suas primeiras dificuldades: alunos que não podem ir às aulas em dias de chuva por conta do lixo que se acumulava nas ruas. “As casas deles eram invadidas por água, e isso era provocado pelo lixo. Essas crianças conviviam com doenças como dengue e leptospirose”, disse, arrancando olhares dos presentes que, em sua maioria, sequer sabiam o que era leptospirose. Com sala cheia, cerca de 50 pessoas de dezenas de nacionalidades participaram da atividade da brasileira Fabrício Vitorino A sala, lotada, começava a entender que a motivação de Débora era mudar a realidade dos alunos. Ao entender um problema social, a professora formulou um plano de ação e encontrou na robótica a forma perfeita de atingi-los e conquistá-los. “Essas crianças começaram a perceber que têm um lugar no mundo. E que não é aquela realidade que vai determinar o que elas serão. São elas que vão determinar”. Uma pausa de alguns segundos – o tempo necessário para os tradutores entregarem a mensagem – separa a frase de Debora dos aplausos. Uma das raras vezes que um professor é aplaudido durante uma aula experimental no Fórum, não ao final. Em seguida, a professora justifica sua opção pela robótica e pela tecnologia. Ela explica que é preciso desmistificar esses conceitos e optar pela cultura “maker”: o velho “faça você mesmo” reinventado no “faça antes e reflita depois”. Aprender fazendo, errando, repetindo e acertando. Mas isso só é possível com a participação dos alunos. “A criança tem que ser trazida para o centro do processo de aprendizagem. Que ela se torne protagonista. E a escola só faz sentido se a criança vivenciar esse protagonismo”, diz. É a deixa para, em seguida, Débora distribuir canetas, pilhas, fios, dezenas de pequenos motores de brinquedo, cola quente, fita isolante e ferramentas. No centro da sala, uma enorme folha parda estendida no chão ainda despertava curiosidade dos presentes. “Nós vamos fazer esse monte de lixo pintar o papel?”, pergunta uma professora russa, surpresa. “Vocês vão montar esse robozinho em exatamente 12 minutos”, diz Débora, arrancando risos desconfiados da plateia. “Por isso, vocês vão exercitar a colaboração”. Aula experimental da professora Débora Garofalo, em Dubai Fabrício Vitorino Ao longo dos 12 minutos, as mesas, compostas por seis pessoas em média, tentavam entender quais peças se encaixavam, o que fazer com a cola quente, quais fios passavam por onde e se ligavam ao que e, mais importante, conversavam. Algumas mesas eram compostas por delegados de muitas nacionalidades: eslovacos, russos, americanos, franceses, australianos, brasileiros, chineses, indonésios, indianos, paquistaneses, nigerianos, quenianos... Todos buscando colaborar, encontrar saídas criativas e soluções engenhosas para fazer seus robozinhos se mexerem e pintarem o papel. Jayse Ferreira, brasileiro que ficou na lista dos 50 melhores professores do mundo, ajuda “alunos” na aula de Débora Garofalo Fabrício Vitorino E aí aparece Jayse Ferreira, outro professor brasileiro que entrou no top 50 do ranking de melhores professores do mundo – mas não ficou entre os 10 finalistas. Fotografando, filmando, rodando de mesa em mesa, explicando, orientando e atuando como um facilitador, Jayse mostrou tua sua generosidade ao ajudar a colega Débora. “Quem quer que ganhe, é o Brasil. Eu nunca vi Débora como uma concorrente e nós não viemos lutar pelo prêmio, nós lutamos pela educação. Nós queremos mostrar que o Brasil tem trabalho de qualidade apesar de toda a dificuldade”, diz o professor que ensina artes na rede estadual de Itambé, em Pernambuco. Alunos de diferentes países conversam e montam robôs a partir do lixo Fabrício Vitorino No final dos 12 minutos, quando os primeiros robôs já pintavam o papel pardo estendido no chão da sala de aula de Dubai, Débora pega o microfone e lembra: “Parabéns. Percebam que vocês usaram lixo para fazer robôs”. E nem a língua não foi um empecilho, diz a brasileira: “Fomos na mímica, na simpatia, vendo tudo o que eles usaram de colaboração, empatia, resolução de problemas”. Mas, perguntada se os adultos de Dubai foram mais rápidos que as crianças de São Paulo, Débora dá uma pausa, olha fixo e diz, com uma sonora gargalhada: “Foram mais devagar”. Robôs com pernas de canetinha pintam o chão após aula de Débora Garofalo, em Dubai Fabrício Vitorino Enquanto as pernas de robôs – feitas de canetinha – rabiscavam círculos irregulares, as equipes comemoravam efusivamente, com aplausos, apertos de mão, gritos de “yes” e abraços. Pareciam crianças. E, naquele momento, os cerca de 50 delegados de dezenas de países do mundo se sentiram exatamente como as crianças da escola Ary Parreiras, na periferia de São Paulo: transformando, todos os dias, o lixo em robôs. * Fabrício Vitorino viajou a convite da Varkey Foundation