Quem somos

A TALENTVEST foi criada pelo Prof. Herman Jankovitz, ex-Diretor da Fundação Cesgranrio por 20 anos, Coordenador de Concursos da Fundação Getulio Vargas durante cerca de 10 anos e Diretor da ACCESS-Seleção por 20 anos.

A TALENTVEST congrega toda a experiência e a credibilidade adquiridas nas atuações anteriores em mais de 500 Concursos Públicos e Vestibulares e nossa equipe  atua há mais de 30 anos no mercado de seleção de massa.

O currículo de nossos profissionais está alicerçado pelo sucesso obtido na seleção de um contingente que soma mais de 1.000.000 (um milhão) de candidatos em todo o país.

G1 Educação

19 de Janeiro de 2019
‘Estudava 16 horas por dia’, diz jovem de Franca que conquistou nota mil na redação do Enem 2018

De olho em vaga em medicina, Aimée Utuni, de 17 anos, associa bom resultado a leitura constante e produção de quatro textos por semana. Aimée conta que estudou 16 horas por dia antes do Enem 2018 Aimée Utuni/ Arquivo pessoal Um dos 55 estudantes de todo o país a tirar nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a jovem de Franca (SP) Aimée Utuni, de 17 anos, conta que chegou a escrever quatro textos por semana e a estudar 16 horas por dia. Surpresa, mas feliz com o resultado divulgado na sexta-feira (18), ela associa a conquista à sua formação escolar e ao hábito da leitura. Além disso, conta que se inscreveu em uma escola de redação desde o primeiro ano do ensino médio. “Eu comecei a praticar desde o primeiro colegial e acho que o que mais me ajudou nesse processo todo foi a leitura. Sempre li muito sobre tudo, mas principalmente textos de livros sobre literatura mundial, que foram importantes para o vocabulário. Mas o treinamento é importante, porque eu fazia quatro redações por semana”, diz. Estudante de Franca (SP), Aimée Utuni, tirou nota máxima no Enem 2018 Divulgação/Aimée Utuni O resultado positivo aumenta as expectativas dela em cursar medicina e seguir a mesma carreira dos pais. “Vou tentar o Sisu [Sistema de Seleção Unificada] para medicina. Tenho preferência pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pela Federal do Paraná, porque eu pesquisei sobre as universidades e, para mim, nessas duas instituições o ensino é melhor”, explica. A estudante Aimée Utuni, nota mil no Enem 2018, de Franca (SP) Aimée Utuni/ Arquivo pessoal 'Estava preparada' Para Aimée, o tema explorado na redação, "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet", não foi um desafio. Ela conta que já esperava algo ligado à atualidade. VEJA DICAS DE CANDIDATOS COM NOTA MIL NA REDAÇÃO “Eu gostei do tema, achei até fácil, porque acredito que foi muito relacionado com o que a gente vive agora, envolve o cotidiano. Eu estava preparada. Aí foi ler com atenção o que era pedido, os textos de apoio e seguir as orientações da prova”, conta. A estudante disse que mantinha uma rotina disciplinada, estudava 16 horas por dia - em casa e na escola - e que já prestou outras provas do Enem para treinar. “Esse é o terceiro Enem que presto. Fazia a prova antes para praticar e sempre tive notas boas. Esse ano eu assumi uma rotina mais regrada e estudava dez horas em casa, além das seis horas que passava na escola. Mas na sexta-feira e no fim de semana eu procurava descansar um pouco para manter o foco na outra semana”, explica a estudante. Aimée considera a leitura fundamental para a produção de um bom texto. “A principal dica é a leitura para quem quer escrever bem. A pessoa precisa ler muito sobre tudo, principalmente filosofia, porque cai muito nas provas e ajuda em qualquer coisa. Ficar muito atenta às atualidades, buscar saber orientações da prova e manter o foco nos estudos”, diz. Para ela, a atividade é válida inclusive nos momentos de descanso dos estudos. “Livros sobre ficção, que não sejam tão sérios, são bons para poder relaxar”, conta. Agora mais tranquila, Aimée também aguarda o resultado de outros quatro vestibulares. “Prestei Fuvest, Unesp, Unicamp e para uma universidade particular, mas ainda espero as respostas. No segundo ano eu também prestei essas provas para treinar e fui relativamente bem. Acho que terei um bom retorno”, conta. Nota mil no Enem, Aimée Utuni, de Franca (SP), quer seguir carreira de medicina Aimée Utuni/ Arquivo pessoal Método de avaliação Dois corretores foram responsáveis pela análise das redações do Enem e, caso houvesse discordância entre as avaliações, um terceiro corretor seria acionado. Para a nota máxima, foram levados em conta os seguintes critérios: domínio da forma padrão da língua nativa (português) compreensão da proposta do tema seleção e organização das ideias demonstração de conhecimento da língua necessária para argumentação elaboração de propostas de solução para os problemas apresentados Para cada categoria foi atribuída uma nota entre 0 e 200. O resultado final foi dado pela média de cada uma das pontuações. Enem 2018 - Prova Amarela - Redação Reprodução Initial plugin text Veja mais notícias do G1 Ribeirão Preto e Franca
19 de Janeiro de 2019
‘Educação é transformar, libertar e fazer pensar ciência’, diz autora de tese premiada sobre letramento científico

Andriele Ferreira Muri comparou o resultado de avaliações de ensino entre Japão e Brasil para descobrir o que torna o país asiático um destaque no exame. Autora de tese premiada analisa resultado do Pisa do Brasil e do Japão Como o método de ensino de um país faz com que a população alcance o letramento científico? Por que o Japão se sai bem em provas de avaliação internacional de ensino de ciência e o Brasil apresenta resultados pífios? Para entender as diferenças e semelhanças entre o ensino de ciências do Brasil e do Japão, a hoje doutora em educação Andriele Ferreira Muri foi atrás de dados. Ela analisou os resultados dos dois países no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) das edições voltadas a ciências (2006 e 2015), acompanhou como são dadas as aulas, e comparou políticas públicas. O resultado foi a tese "Letramento científico no Brasil e no Japão a partir dos resultados do Pisa". O estudo foi considerado a melhor tese em educação do país e ganhou o Grande Prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de Humanas na edição de 2018. O que motivou Muri a pesquisar o Pisa e comparar resultados foi a convicção de que a educação pode transformar a sociedade. “Educação é transformar, libertar e fazer pensar ciência. É nisso que eu acredito: em uma educação que transforma, informa, que forma o cidadão crítico para que atue ativamente na sociedade”, disse Muri, em entrevista ao G1. Letramento científico O conceito de letramento científico é vasto. Mas, pela definição da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pelo Pisa, letramento científico é conseguir replicar os conhecimentos básicos de ciência aprendidos na escola nas experiências cotidianas, interpretar dados e tirar uma conclusão válida. No Brasil, o contexto não é favorável. Em um país em que 55% dos estudantes de 8 anos do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas têm conhecimento insuficiente em matemática e leitura e que 7 em cada 10 alunos do ensino médio não têm níveis suficientes de compreensão e leitura nestas mesmas disciplinas, saber e entender ciência é ainda um vasto campo a ser desenvolvido. “Um cidadão cientificamente letrado é um cidadão crítico, capaz de participar ativamente das questões como um todo em um país. Questões não apenas científicas e tecnológicas, mas também sociais. Um país cientificamente letrado significa um povo que entende e participa das decisão do dia a dia e transforma a sua realidade”, disse Andriele Muri, em entrevista ao G1. Conclusões da tese O Pisa é um bom instrumento para comparar alunos brasileiros e japoneses. Não foram identificados problemas de compreensão com traduções, por exemplo, ou questões que privilegiassem uma cultura ou outra; O Japão se sai melhor porque as crianças veem química e física em meio ao ensino de ciência desde as primeiras séries do ensino fundamental; Não reprovar estudantes tem impacto positivo na aprendizagem no Japão; O Japão tem um currículo nacional comum. Ele foi considerado coerente e focado em tópicos e exploração conceitual. Além disso, ele é revisado a cada dez anos, levando em conta os resultados da avaliação do Pisa; A formação dos professores faz diferença: no Japão, os professores têm as aulas analisadas por outros colegas. Esta troca permite aperfeiçoar o método, “acelerando a disseminação das melhores práticas em toda a escola ou comunidade”, escreve Muri; O uso do tempo em sala de aula é mais otimizado no país asiático: 20% do tempo de aula no Brasil é perdido com questões como orientações gerais, recados administrativos e controle de alunos em sala. No Japão, o índice é de 2%; Resultados de avaliações guiam a educação: “No Japão, os testes são utilizados como forma de monitoramento e de diagnóstico do desempenho do sistema educacional”, analisa Muri. Segundo ela, em 2006, quando o país repetiu uma tendência de baixa no desempenho, o Japão implementou uma reformulação do ensino. Outro ponto apontado pela doutora é que o Japão não publica resultados por escola, o que evita o ‘ranking’ das instituições. Para chegar a esses resultados, Andriele fez uma imersão na cultura japonesa ao longo do doutorado da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio) e com a Universidade Gakugei de Tóquio, onde passou oito meses. Por meio do programa Ciências Sem Fronteiras, ela pode frequentar escolas e observar como os japoneses davam aulas de ciência. Foi assim que ela constatou que as crianças do Japão veem química e física desde as primeiras séries do ensino fundamental em meio ao conteúdo de ciência, enquanto no Brasil o ensino é específico e fica para as séries posteriores. "A gente tem pouco contato com conteúdo de química e física, somos mais focados em ciências naturais e biologia. No ensino fundamental, guardamos só para o nono ano uma pincelada dessas disciplinas e depois só retomamos no ensino médio. Os japoneses promovem mais a investigação e a autonomia", compara. Antes, no mestrado, ela já havia analisado os resultados do Brasil no exame, o que resultou no livro "A Formação Científica no Brasil e o Pisa". Também participou do programa de formação de professores, o Teacher Training Program, entre 2007 e 2009, onde teve aulas teóricas por seis meses e depois foi atuar com desenvolvimento de material didático para alunos do ensino fundamental e médio. Ao voltar do Japão, Andriele diz que ela mesma reviu a forma como dava aulas. "Minhas aulas eram bem tradicionais e eu reproduzia muito o que tinha tido [como aluna]. Só então eu vi que havia outras formas [de ensinar]." Conhecimento na palma da mão: Andriele Ferreira Muri Leite e a turma de alunos japoneses durante treinamento no Japão, em 2008. Arquivo Pessoal Currículo nacional no Brasil e no Japão Em dezembro de 2018, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio. Em 2017, foi aprovada a BNCC do ensino infantil e fundamental. Antes, o Brasil não tinha um currículo nacional obrigatório. No ensino médio, as únicas disciplinas exigidas por lei eram português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia. Agora, são matemática e portugês. Os demais conhecimentos deverão ser distribuídos ao longo dos três anos (seja concentrado em um ano, ou em dois, ou mesmo em três). No ensino infantil e fundamental, a BNCC não contempla, nas competências gerais, o ensino de ciência ou conteúdos que desenvolvam o letramento científico das crianças. "Acho a nossa língua e a matemática de fato importantes, mas não dá para não reconhecer a importância das demais disciplinas. A falta de consenso [entre educadores, na formulação das BNCCs] é visível e notória. Sou a favor de uma base nacional curricular, mas que contemple coisas que são básicas, incluindo ciências", diz. No Japão, o Pisa é usado como diagnóstico sobre o desenvolvimento da educação. Quando, em 2006, o país caiu no ranking comparado à edição anterior, foi feita uma reformulação de ensino e o resultado na edição seguinte melhorou, conta Andriele. Já no Brasil, os números do Pisa não influenciam em decisões de políticas educacionais. "Sem avaliação, não temos diagnóstico. Mas tão importante quanto o diagnóstico é saber o que fazer com ele, e não só usar para ranking", diz. "Não é preparando o aluno para a prova que vamos resolver o problema", analisa. O que é o Pisa Pisa é a sigla para Programme for International Student Assessment, ou, em português, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Ele é coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e, no Brasil, a aplicação é responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O Pisa é aplicado a cada três anos para estudantes a partir do 7º ano do ensino fundamental, com média de 15 anos (idade em que a maioria dos estudantes de todos os países concluem o ensino médio). Na última edição, em 2016, 70 países participaram. Cada edição tem foco em uma área de conhecimento. As edições analisadas pela Andriele (de 2006 e 2015) tiveram foco em ciência. Em 2016, o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e 66ª em matemática. O Japão ficou em 2º lugar em ciências, 8º em leitura e em 5º em matemática. Sobre a autora Andriele Ferreira Muri Leite concluiu o doutorado em educação pela PUC-Rio em 2017. Fez doutorado sanduíche na Universidade Gakugei de Tóquio (8 meses) onde antes já havia sido bolsista no Teacher Training Program (2007 a 2009). Atualmente é professora adjunta do Departamento de Educação do Campo da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). É autora do livro "A Formação Científica no Brasil e o PISA". Suas pesquisas situam-se nos campos da educação e do ensino de ciências, com ênfase em Avaliação de Sistemas e Programas Educacionais, Avaliação Internacional Comparada e Desigualdades Educacionais. Prêmio Capes Criado em 2005, o Prêmio Capes de Tese é oferecido anualmente às melhores teses de doutorado de cada uma das 49 áreas do conhecimento. Em 2018, 939 trabalhos foram inscritos. Os critérios de premiação consideram a originalidade do trabalho, sua relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação, além da valorização dada pelo sistema educacional ao candidato.
18 de Janeiro de 2019
Unicamp 2019: comissão divulga respostas esperadas para provas de biologia, física e química

Resoluções das questões foram publicadas nesta sexta-feira (18) pela universidade. Candidatos durante a 2ª fase da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri / Unicamp A Unicamp divulgou na tarde desta sexta-feira (18) as respostas esperadas para as provas de biologia, física e química, aplicadas no terceiro dia da 2ª fase do vestibular 2019. Veja abaixo. Biologia; Física; Química; Esta etapa do processo seletivo foi encerrada na terça-feira com abstenção de 14,3%, o maior índice em três anos. Cursinhos valorizaram o fato da universidade ter elaborado o exame com foco em direitos humanos e por ter estabelecido diálogos entre conteúdos do ensino médio e atualidades. Língua portuguesa e literaturas; Expectativas da banca de redação; Geografia; História; Matemática; A universidade considerou que o número de ausentes está dentro da expectativa e frisou que houve recorde de participantes nesta fase, o que permite elevar a qualidade da seleção. As provas foram aplicadas em 16 cidades de São Paulo e mais cinco estados. Calendário Provas de habilidades específicas: 21 a 25 de janeiro Divulgação da 1ª chamada: 11 de fevereiro Matrícula não-presencial: 12 de fevereiro Divulgação das notas da 2ª fase e classificação: 14 de fevereiro Outros formatos O total de vagas disponíveis no vestibular 2019 diminuiu após a Unicamp adotar novos formatos para aumentar a inclusão social. Uma delas foi a reserva de 645 cadeiras para ingresso via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - o candidato teve a possibilidade de participar das duas seleções. Além disso, a universidade estadual destinará 90 oportunidades a estudantes que foram premiados em olimpíadas ou competições de conhecimentos realizadas entre 2017 e o ano passado. A Unicamp Fundada em 1966, a universidade estadual conta com 34 mil alunos matriculados em cursos de graduação e programas de pós-graduação, segundo o site oficial. Os três campi, localizados nas cidades de Campinas, Limeira e Piracicaba, compreendem 24 unidades de ensino e pesquisa. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.